Carinho ‘diário’ às mães é melhor!

May 11th, 2008 Denise Posted in Família, Mãe-órfã, Pessoal 2 Comments »

Quando Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães, ela desejava apenas que este fosse um dia em que todos se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

No entanto, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis, pois o feriado se tornou um dia lucrativo para os comerciantes, que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, para serem distribuídos às mães. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados. Isto deixa Anna muito furiosa, pois, segundo ela, não criara o dia as mães para ter lucro”. Anna entra com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Ela passou o resto da vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. O curioso é que ela nunca se tornou mãe.

E assim acontece todos os anos: filas cruéis nas portas de restaurantes, onde senhoras cansadas, mas felizes (?), aguardam para comer apressadamente (outros esperam na fila para entrar) com seus filhos queridos. Com tantos dias no ano, porque este sacrifício hipocrita de levar a mãe para comer fora? Dia das mães é todo dia! Pior ainda, são aqueles que vão à casa da mãe almoçar com ela, que, esbaforida, se acaba de tanto cozinhar os pratos prediletos dos filhinhos…

Não sou mãe desnaturada nem filha ingrata, principalmente com a família linda que tenho. apenas não restrinjo minhas manifestações de carinho a uma data comercial, embora não tenha sido esta sua intenção ao ser criada. A obrigação de se comemorar tal dia leva muitas mães a ficarem tristes com o abandono de seus filhos, esquecidas em casa ou em asilos, ou coisa pior, atrocidades que sofrem dos filhos, que nem quero citar aqui.

O que eu mais queria no dia de hoje, era ficar em casa, com meus botões, minhas lembranças, minha dor. Mas minha filha me espera, e minha mãe também; e não posso decepcioná-las… Lá vou eu, dividir-me em duas: um pouquinho na casa de cada uma. Prefiro assim. A minha casa fica fechada. E meu coração também…

A todas vocês, felizes 365 dias das mães! E, aos filhos, 365 dias de manifestações de carinho às mães. Porque, carinho diário à mãe é infinitamente melhor!

Fotos: Meu anjo, Minha Princesinha e minha Filha
fonte de pesquisa: Portal da Família

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Ainda há muito pelo que lutar!

March 8th, 2008 Denise Posted in Família, Mulher, violência 16 Comments »


Imagem daqui.

Bem, vamos lá:

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher, um dia que muitos julgam ser ‘festivo’, mas, convém lembrar que tal foi criado para refletirmos sobre a trajetória da mulher ao longo dos séculos. Muita gente ainda desconhece, ou ignora que este dia foi criado em memória das 129 tecelãs que, em 1857, em Nova Iorque, foram mortas carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam, por organizarem uma greve por melhores condições de trabalho, contra a jornada de doze horas, e contra abusos e violências de que eram vítimas.

Então, é necessário que haja discussões sobre o fato de que, embora tenhamos conquistado muitos direitos que nos eram negados, ainda há muito pelo que lutar contra os abusos históricos cometidos contra as mulheres. Está na hora de haver uma punição mais severa para os agressores - espancadores de mulheres e estrupadores. Basta de pagamento de cestas básicas e a volta do agressor ao convívio com a família que o denunciou! Isto inibe as mulheres que passam a não denunciar os abusos por falta de proteção. Revoltante!

Chega de violência doméstica e de exploração como ‘escrava’, dentro de casa, em triplas jornadas de trabalho! Basta de tanta desigualdade salarial, de tanta desvalorização da mulher na música, na mídia! Chega de contaminação, pelo próprio parceiro, com doenças como AIDS, HPV e outras! Chega de humilhações culturais, de discriminações! Basta!

Então, hoje não é dia de flores e nem de bombons, mas de muita ação.

Visite o Portal da Violência Contra a Mulher e veja a pesquisa com estes, entre outros dados:

  • Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante.
  • 54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.
  • 64% acham que o homem que agride a mulher deve ser preso (na opinião tanto de homens como mulheres); prestar trabalho comunitário (21%); e doar cesta básica (12%). Um segmento menor prefere que o agressor seja encaminhado para: grupo de apoio (29%); ou terapia de casal (13%).
  • 33% dos entrevistados afirmaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% crêem que o agressor vai preso; enquanto 12% supõem que o agressor recebe uma multa ou é obrigado a doar uma cesta básica.
  • Por outro lado, 49% concordam que, de maneira geral, a Justiça brasileira pune os agressores e 60% acham que isso acontece nos casos de homicídios de mulheres.

Precisamos ter fé que ainda há esperança para esta humanidade. Esperar a mulher morrer para, então punir rigorosamente o agressor é algo incompreensível para se aceitar. Mas, mesmo com tanto sofrimento, é bom lembrarmos que há muitas mulheres que venceram preconceitos, humilhações e dificuldades diversas, e estas merecem nossa admiração como símbolo de resistência e coragem. A todas, meu carinho e meu respeito.

Veja o post da Lucia Malla sobre as Mulheres que fazem, em nosso blog Faça a sua parte.

Imagem daqui

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Eles vão, mas voltam ao ninho.

February 6th, 2008 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Mãe-órfã, Viver 17 Comments »

- É muito ruim ficar sozinha. A solidão é horrível, você vai ver. - dizia-me dona Norma, a vizinha viúva, já idosa, que morava sozinha no apartamento ao lado do meu.

Não me dava conta de que sua predição acontecesse tão rápido. E ela pôde provar sua teoria. Meses depois, sua única filha veio buscá-la para morarem juntas. Não queria morar com a filha. Gostava de ser independente. Mas, tempos depois, ao voltar para visitar-nos, estava irreconhecível: mais corada, havia engordado (só então percebemos o quanto estava magérrima), sorridente e visivelmente feliz. Fiquei pensando se a solidão realmente fazia mal. No caso dela, parece que sim. Há poucos dias, soube que ela falecera. Penso que partiu feliz, perto da filha e junto aos amigos.

Os filhos são presentes que recebemos de Deus. Pra muita gente, às vezes, é um presente de grego. Mas, na maioria das vezes, trazem alegria e vida dentro da família. Mas os pais não se preparam para o dia em que eles irão embora. E constroem casas enormes, com quintais imensos, um lar do tamanho de seu coração. Do tamanho de seu amor. Mas, um dia, um a um, vão saindo. Indo. E a casa fica vazia. Tudo arrumadinho. Não há mais bagunça para arrumar. O volume de roupa para lavar diminui. Não há pra quem cozinhar. Não há som alto para se mandar abaixar.

Então, um belo dia, chegam os netinhos. Como um bálsamo na ferida aberta. Gritos, sorrisos, bagunça, alegria. Mas eles ficam tão pouco tempo. "Tiau, vovó! Te amo!" E lá se vão, de novo, para suas casas. Novamente o ninho vazio. Talvez seja por isto que há tantos idosos no mercado de trabalho, nas universidades, nas academias, nos cursos de arte, nos salões de dança, nos projetos sociais das igrejas, nas excursões. Precisam se manter ocupados, para não lembrar que agora estão sozinhos. Para não adoecerem de tristeza e solidão. E acabarem em asilos ou clínicas de repouso, esquecidos, na ‘melhor idade’.

Sempre pedi a Deus que me levasse cedo. Que não me deixasse envelhecer. Pensava que a solidão viria com a velhice. Mas, hoje, tão nova ainda, vejo o ninho vazio. Os filhos estão indo embora cada vez mais cedo. Silêncio. Tudo arrumadinho em seu lugar. Cesto de roupa vazio. Fogão brilhando, sem uso. Nenhuma toalha molhada sobre a cama. Nem tênis espalhados pelo chão. Nenhuma voz, nenhuma risada. Ninguém para cobrir durante a madrugada.

De repente, toca a campainha. Gritos eufóricos no corredor. E lá vem ela, pulando e gritando: "vó, ti amo!". E tudo volta a ser como antes:

- Que bagunça! Quanto brinquedo espalhado! Quem rasgou esses papéis?
- Vó, quero comida!
- Que inundação neste banheiro!
- Vó, vem me ‘precurar’ ! Tô ‘iscundida’!

Filhos são presentes que Deus nos dá. Netos, são os filhos que voltam para preencher os dias de ninho vazio. Ninho vazio? Quem disse?

imagem: A princesinha fazendo bagunça na casa da ‘vó’.

Atualizando:

A Luma está organizando a campanha contra a pedofilia. No dia 14 de fevereiro, vários blogs estarão postando sobre o assunto, seriíssimo, por sinal.  Se quiser participar, visite o blog da Luma e avise-a. Vamos todos juntos lutar contra este crime tão nojento! Chega de impunidade! Participe!

 

 

 

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A Princesinha vai ao Zôo

January 21st, 2008 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Meio ambiente, Pessoal 12 Comments »

O zoológico é um ótimo lugar para entrar em contato com os bichos e a natureza. Pensando nisso, Ana Paula levou Clarisse, a princesinha, para seu primeiro passeio ao zôo.

Logo na chegada, espantou-se com o babuíno achando que ele estava de máscara.

Depois, diante das calosidades nas nádegas dos animais, gritava: ‘a bunda!’ Imagine a cena… Ficou tão fascinada com os macacos que não queria sair de perto deles. Diante dos chimpanzés chamava: ‘macaco, macaco!” hehe.

Não se empolgou muito com os felinos, a princípio. Limitou-se a olhá-los. Reconheceu o tigre, sorrindo, com olhos arregalados! Quando viu o urso, gritava: ‘o urso!’ Impressionante como ficava deslumbrada ao ver, ao vivo, os animais que só conhecia via tevê e vídeos.

Hilário foi, ao ver o elefante soltar um enorme jato de xixi e fazer cocô, diante de todos! Clarisse não fez por menos:
- Tá fazendo cocô! Tem que fazer no peniquinho!

Diante da girafa, nenhuma reação. Só olhou. Mas, na fazendinha, queria pular para dentro dela. Trepada na cerca, gritava: ‘cocorocó!”, imitando as galinhas. E, apontando o cavalo, gritava: o ‘vacalo!’ (hehe). E a euforia aumentou quando viu os flhotinhos , pintinhos, macaquinhos. Pulava e gritava:

- Que lindo! Neném!

Agora, completamente envolvida pela atmosfera do lugar, ria e chamava os animais pelo nome:

- “Macaco!”
- “Uaaaau!” - imitando o tigre.
- “Olha lá o leão!”

Mais tarde, já cansada, quis tirar fotos com as estátuas-telefone.

Foi uma tarde inesquecível para minha princesinha! Hoje, pelo telefone, contava-me as aventuras que vivenciou. Não tive dúvidas: um post-babado, hehe.

As férias ainda não acabaram. Está aí uma ótima dica para levar a criançada. Em contato com a natureza, uma aula natural é tudo de bom; embora, particularmente, eu ache muito triste ver os animais enjaulados, fora de seu habitat natural…

Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro - Riozoo
Parque da Quinta da Boa Vista, s/nº - São Cristóvão - RJ
Tel. (0xx21) 569-2024 ramal 219 e 220 Fax. (0xx21) 569-7547

Atualizando:

A Luma , do blog Luz de Luma, presenteou a minha linda Princesinha com este gracioso selinho: “Blogando e andando”. Muito obrigada pela homenagem e pelo carinho, querida Luma. Você também está em nosso coração, com certeza. Beijo,menina.

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Dia de festa

December 31st, 2007 Denise Posted in Família, Pessoal, Viver 6 Comments »

anapaula.jpg

Há 23 anos, enquanto todos soltavam fogos e saudavam a chegada do Ano novo, eu recebia uma dádiva divina: nascia minha filha! E, através dela, recebi graça maior: uma linda Princesinha. A elas dediquei todo meu amor, meu maior carinho, minha vida inteira. Então, todos os anos, comemoramos a chegada do Ano Novo e de uma nova vida: a de Ana Paula, minha filha. E agradeço a Deus por mais um ano com ela junto de mim.

Feliz aniversário, minha filha!

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Dois anos com Clarisse!

September 14th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Pessoal 10 Comments »

Atualizando: A festa foi um sucesso! Merece um post. Aguardem…

clarisse.jpg

Hoje é o aniversário da Princesinha! Dois anos de claridade! Dois anos de felicidade!

A festinha será realizada amanhã e os preparativos estão enlouquecendo a mãe dela. Eu, como sou a favor da lei do menor esforço, prefiro comprar tudo pronto, mas ela insiste em fazer umas coisinhas, como as lembrancinhas das crianças, a decoração do salão de festas, e tudo o mais.

Então, amanhã, ou melhor, depois de amanhã, venho contar as novidades, pois fui escalada para tomar conta da Princesinha, enquanto a mãe dela se acaba de arrumar tudo. Aff!

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Atendimento precário

April 10th, 2007 Denise Posted in Família, Pessoal 11 Comments »

Estou cansadíssima! É do conhecimento de todos o caos que se instalou na Saúde Pública. O que não se esperava, é que Clínicas particulares viessem a ficar tão parecidas com os hospitais públicos. Às vezes chego a pensar se não seria melhor ser atendida nesses.

Na madrugada de sábado pra domingo, fui acordada por uma chamada telefônica. Era papai passando muito mal. E lá fui eu, às duas e meia da madrugada, levá-lo à Clínica particular conveniada a nosso plano de saúde. Esperamos um pouco pra médica de plantão acordar. A enfermeira também estava dormindo. Fico imaginando as condições em que esses profissionais trabalham…

Meu pai recebeu um medicamento injetável e foi liberado em cinco minutos. E ainda pediu desculpas por tê-la acordado… Já em casa (a dele), resolvi dormir no sofá mesmo, pois pensei que se fosse embora, talvez ele voltasse a se sentir mal. Acertei. Lá pelas tantas, depois de muitas idas e vindas ao banheiro, vomitando e outras coisas, ele me diz que já não suporta mais a dor.

Lá vamos nós novamente. Só que, desta vez, ao Hospital Militar, a que ele tem direito, e penso que o atendimento será melhor. Qual nada! Nem médico de plantão havia! Esperamos até amanhecer e o médico chegar, às oito horas da manhâ de domingo! Imagino quem não tem plano de saúde…

Depois de vários exames, medicações, soro, e tal, voltamos pra casa às 14 horas! Passamos o domingo de Páscoa no Hospital, praticamente. Mas ainda dei uma passadinha na casa de minha filha pra almoçar com ela e, é claro, ver minha Princesinha.

Papai ainda não está muito bem e , hoje, bem cedinho, tive de levá-lo novamente ao Hospital. Ainda há outros exames a serem feitos. Deixei meu irmão lá com ele e fui cuidar da vida. O dia hoje foi bem puxado pra mim. Mas, à noite, eu tinha de estar bem disposta pra dar aula para os meus jovens e adultos, que, embora com tanta chuva, estavam na sala.

Bem, espero que o post de hoje não tenha deixado vocês cansados também…

imagem daqui

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O prazer de ser avó

January 16th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Viver 8 Comments »

dá, vovó!

Aproveitando o tempo que me resta

Aquela afirmação de Leonardo Boff , que citei no post anterior, de que “nossos filhos e netos amaldiçoarão nossa geração, que sabia das ameaças e não evitou a tragédia anunciada” me deixou um pouco mais sensibilizada do que já estava, a respeito do problema ambiental.

 

Não vou fazer um post ecológico, mas citei a frase dele, apenas pra frisar o que motivou este ataque de amor de avó. Hoje,mal levantei da cama, liguei pra minha filha avisando que ia buscá-la e à princesinha pra passarem o dia comigo. E assim fiz. Foi um dia de “babar”, he he.

Lambendo a cria

http://drang.files.wordpress.com/2007/01/papa-clarisse.JPG

Li um poema (que transcrevi abaixo) que fala do prazer de ser avô. O autor captou perfeitamente o que sentimos diante dessa criaturinha que chega em nossa vida, despertando o sentimento maternal (no meu caso, exageradamente aumentado). Se eu era uma mãe “pegajosa”, imagine como avó! Muito tocante o poema!

 

A parte em que diz “Se finita é a existência, não importa. De agora será medida, por sorrisos e abraços, palavras a balbuciar” me tocou , e quero aproveitar bem o tempo que nos resta juntas (meio dramática, né). Agora então, que a princesinha está começando a falar (e eu a babar)… Também, com uma coisinha dessas,quem não babaria, he he…

    Canção para meu Neto
    Já chegando o entardecer,
    Eis que grata surpresa.
    Uma vida pequenina
    Pedaços de um viver.
    Parece que foi tirado o molde
    De um velho retrato.
    Contornos iguais,
    Diferenças sutis.
    Da infância, volta a festa,
    Folguedos, felicidade!
    Se finita é a existência,
    Não importa.
    De agora será medida,
    Por sorrisos e abraços,
    Palavras a balbuciar.
    Instantes furtados àqueles que um dia,
    Já distante, foram nossos.
    Se pais agora, não liguem.
    Deixem que este afeto,
    Por tempo adormecido, renasça
    Em sentimento maior.
    Assim somos nós: os avós.
    de Valci Maria Mattos
    Cascavel - PR

fotos: Clarisse, a Princesinha e eu dando comidinha para ela.

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Cortando o cordão umbilical

December 8th, 2006 Denise Posted in Família 1 Comment »

filho e sogra

Não se pode viver eternamente como uma criança agarrada à saia da mãe. Filhos querem viver como pessoas maduras, homens e mulheres de fato, e não como crianças imaturas. Se a mãe não é capaz de cortar esse cordão, os filhos devem fazê-lo, pelo bem e felicidade de todos.

 

Eles precisam aprender a resolver todos os seus problemas sozinhos, sem a interferência da mãe”. Em uma situação em que os filhos, já casados, encontram-se em discordância ou problema e procuram a mãe, esta, se for realmente sábia, dirá: “Não me conte nada! Volte para seu lar! Resolvam vocês mesmos!”.

 

Enfim, sogra…
Acho que sou uma sogra de esquerda. Dizem que as mulheres de esquerda sempre foram muito chatas. Imaginem , então, uma sogra de esquerda! Embora se esforce para não ser uma “tradicional” sogra, não deixa, entretanto, de minar o juízo da filha para não se deixar levar pelo macho, para se libertar dos trabalhos domésticos, obrigando-o a partilhá-los, essas coisas. Felizmente, para os homens , é claro, as filhas das mulheres de esquerda raramente seguem a visão da mãe.

 

Sogra é parente, sim!

 

Segundo o Código Civil, artigo 1.523, os afins em linha reta são parentes, ou seja, as pessoas que estão uma para com as outras na relação de ascendentes e descendentes. O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade, sendo que, na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável.

Quando alguém diz que foi visitar a ex-sogra, isto é força de expressão, pois sogra nunca deixa de ser sogra; sogra é sogra para sempre… Ouviram? É claro que há sogras que demonstram muito bom senso, que evitam tomar partido nas brigas ou atritos do jovem casal. Algumas se dão tão bem com o genro que demonstram admiração por ele ou agem de forma a agradá-lo visando a proteger a própria filha no relacionamento. O que não é o meu caso, pois o meu interesse atualmente concentra-se totalmente na minha linda
princesinha!

 

O meu negócio é ser avó!

 

Não estou preocupada em ser uma boa sogra, mas, é bom não contrariar. Nada é mais importante do que estar perto da minha princesinha. Embora sogra seja parente, contrariando o dito popular, é preciso observar algumas regras de convivência ( tudo pela princesinha, já disse), como não aparecer sem ser convidada.Dizem que não se deve esquecer de que nós também já fomos noras. No meu caso, não sei bem o que é isso, pois minha sogra era uma mãe pra mim. No entanto, é bom não facilitar, pois é o convívio com a princesinha que me interessa. Nada de dar conselhos sem que os filhos peçam, nem dar palpites sobre a educação dos netos (essa é a parte mais difícil…)Estar disponível para tomar conta dos netos, também é gol na certa! O importante para a sobrevivência e manutenção de um bom relacionamento familiar, continua sendo a conversa franca que reafirme os laços de confiança entre o casal e a “sogra-avó”, que consigam delimitar o espaço próprio em que a privacidade e a intimidade deles sejam respeitadas.A propósito, estou com saudades da princesinha…

imagem retirada do Google

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Perdas e ganhos

December 2nd, 2006 Denise Posted in Família 1 Comment »

nos-tres.jpg

Difícil de acreditar, mas já faz oito meses desde a última vez em que estive aqui para escrever qualquer coisa. Pois é, muita coisa aconteceu desde então e, por recomendação médica, volto a viver (?). Sinto vontade de escrever, mas com um certo cuidado para não falar demais. Ainda sinto os efeitos da violência de que fomos vítimas. Mas Deus me presenteou com algumas alegrias e pretendo compartilhá-las com meus amigos que gentilmente me enviaram tantas mensagens de carinho todo este tempo.

Vejam só o que tem acontecido por aqui:

Minha filha casou e agora a princesinha não está mais morando comigo. Mas, quando a saudade aperta, corro pra lá. Isto é, quase que diariamente, he he. Não está linda? Minha princesinha completou o primeiro ano de vida e a comemoração, é claro, foi aqui em casa. Já está andando e começa a repetir as palavras que ouve. Uma graça!Pude ver que nossa vida não é marcada apenas por tragédias, mas por muita felicidade também.E assim, driblando a solidão de mãe-órfã-viúva-mulher, deixo que os anos passem na paz que tenho e na perda que carrego. E vivo uma quase não vida e, por outro lado, uma vida plena. E um dia, esta mãe-órfã-viúva-mulher, perdida na vida sem o filho que partiu do mundo, na sua tristeza também partirá. E dessa forma cessará sua dor.
Oito meses sem meu menino. Dezenove anos numa nova vida reconstruída, uma vida que seria feliz.

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