Carinho ‘diário’ às mães é melhor!

May 11th, 2008 Denise Posted in Família, Mãe-órfã, Pessoal 2 Comments »

Quando Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães, ela desejava apenas que este fosse um dia em que todos se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

No entanto, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis, pois o feriado se tornou um dia lucrativo para os comerciantes, que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, para serem distribuídos às mães. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados. Isto deixa Anna muito furiosa, pois, segundo ela, não criara o dia as mães para ter lucro”. Anna entra com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Ela passou o resto da vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. O curioso é que ela nunca se tornou mãe.

E assim acontece todos os anos: filas cruéis nas portas de restaurantes, onde senhoras cansadas, mas felizes (?), aguardam para comer apressadamente (outros esperam na fila para entrar) com seus filhos queridos. Com tantos dias no ano, porque este sacrifício hipocrita de levar a mãe para comer fora? Dia das mães é todo dia! Pior ainda, são aqueles que vão à casa da mãe almoçar com ela, que, esbaforida, se acaba de tanto cozinhar os pratos prediletos dos filhinhos…

Não sou mãe desnaturada nem filha ingrata, principalmente com a família linda que tenho. apenas não restrinjo minhas manifestações de carinho a uma data comercial, embora não tenha sido esta sua intenção ao ser criada. A obrigação de se comemorar tal dia leva muitas mães a ficarem tristes com o abandono de seus filhos, esquecidas em casa ou em asilos, ou coisa pior, atrocidades que sofrem dos filhos, que nem quero citar aqui.

O que eu mais queria no dia de hoje, era ficar em casa, com meus botões, minhas lembranças, minha dor. Mas minha filha me espera, e minha mãe também; e não posso decepcioná-las… Lá vou eu, dividir-me em duas: um pouquinho na casa de cada uma. Prefiro assim. A minha casa fica fechada. E meu coração também…

A todas vocês, felizes 365 dias das mães! E, aos filhos, 365 dias de manifestações de carinho às mães. Porque, carinho diário à mãe é infinitamente melhor!

Fotos: Meu anjo, Minha Princesinha e minha Filha
fonte de pesquisa: Portal da Família

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Inativos ou vagabundos?

May 1st, 2008 Denise Posted in Pessoal, Trabalho, sociedade 7 Comments »

A possibilidade de me aposentar é uma tentação e, ao mesmo tempo, uma temeridade. Após 32 anos de serviço, diminuir o ritmo de trabalho é uma necessidade que, no entanto, se constitui em uma punição em vez de um prêmio. Explico-me: com a aposentadoria, os proventos terão uma redução de 30 por cento, que é uma diferença significativa. Isto significa que será preciso continuar a trabalhar, mesmo que seja sem vínculo empregatício, ou ‘freelancer’, para compensar a perda.

Trabalhar como ‘freela’ é algo que me atrai pela possibilidade de gerenciar meus trabalhos e projetos de forma independente, com horário de trabalho mais flexível. Aliás, já faço alguns trabalhos, mas sempre por opção e prazer, e não apenas pela remuneração. O que realmente causa indignação é o fato de ter trabalhado por mais de 30 anos em uma instituição e, ao desejar parar, ser penalizada com o corte no orçamento.

Tenho outros trabalhos, em outras instituições, pois, no Brasil, professores (e outros profissionais também) precisam trabalhar, muitos até os 70 anos, ou mais. Porém, no meu caso, a aposentadoria voluntária, em apenas uma das instituições em que trabalho, não extingue a possibilidade de continuar trabalhando. Parece ilógico continuar em atividade, enquanto pela Previdência Social se é reconhecido como inativo. Porém, no Brasil, muitos empregados requerem, espontaneamente, sua aposentadoria e isso não corresponde à extinção da atividade. A Previdência paga aposentadoria a quem, de fato, continua trabalhando.

Na realidade, ninguém deseja, ou não pode, sair do mercado de trabalho. Parece até um golpe contra a Previdência: aposentados que continuam trabalhando em outras empresas. Um ex-presidente já os acusou de vagabundos que se locupletam de um país de pobres e miseráveis’. Então eu penso: se estou em plenas condições laborativas, como atestou meu médico, por que requerer a aposentadoria e ‘mamar’ dos cofres públicos, como já insinuou aquele chefe de governo? Será que deveria trabalhar enquanto puder, para engrandecimento do País e não usufruir a ‘inatividade’ para meu benefício pessoal? Estou sendo sarcástica?

Avaliando meus objetivos e a realidade que possuo - carro, casas, e mesmo dinheiro - e o que realmente importa, penso que gastei muito tempo para construir algo material e, muitas vezes, negligenciei a família e os amigos, pois não tinha tempo para eles. Onde estão eles agora? (suspiro…) Valeu a pena? De que adianta trabalhar tanto para ter algo, e não poder desfrutar o que se conquistou com as pessoas queridas? Então, mesmo perdendo financeiramente, e , engrossando as fileiras de ‘vagabundos’, tenho de decidir se me aposento ou não. Confesso que é uma decisão difícil: trabalhar até morrer ou me aposentar e continuar trabalhando para ter como pagar as contas?O que vocês fariam?

imagem daqui

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Tremor no Rio e São Paulo

April 22nd, 2008 Denise Posted in Meio ambiente, Pessoal, notícias 1 Comment »

Um leve tremor, que durou menos de um minuto, atingiu cidades do Estado de São Paulo, nesta terça-feira,por volta das 21 horas. O abalo também foi sentidoem Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor foi de 5,2 graus na escala Richter, que vai até 8, com epicentro no Oceano Atlântico, a 215 quilômetros de SãoVicente, no litoral paulista.

Eu estava sentada na cadeira, em frente ao PC, e senti uma vibração no chão, por duas vezes. Pensei que fosse o ventilador de teto da vizinha do andar de baixo. Na hora,vagamente pensei em terremoto. Liguei a tevê e vi o noticiário sobre o acontecido em São Paulo. Vi também que, no Rio, muitas pessoas sentiram as vibrações.

O sismólogo Afonso Vasconcelos, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que não está descartada a possibilidade de ocorrerem novos tremores de terra. Estou tranquila. E vocês, sentiram o tremor?

Veja a notícia

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Eternamente…

April 5th, 2008 Denise Posted in Mãe-órfã, Pessoal 9 Comments »

Hoje faz dois anos que tenho um anjo

Mas não se passaram dois anos em meu coração. Está bem vivo em minha memória aquele momento. Acontece o tempo todo, como se o relógio de minha vida tivesse parado ali. Dizem que o tempo cura todas as feridas. Mas a morte de um filho não é uma ferida. É uma mutilação. Uma parte do coração que foi arrancado e que não sara nunca.

Sua imagem para sempre gravada em minha memória. Eternamente.
Como dói…

Parabéns pra você
Nesta data
Querido…

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Fé na adversidade

March 11th, 2008 Denise Posted in Pessoal, 1 Comment »

Há pessoas que abandonam sua fé em Deus, ao passarem por grande provação. Agradeço-O por minha fé não ter sido abalada no meio da tempestade por que passei.

"Ainda que os montes desabem sobre mim; ainda que os homens se levantem contra mim; nunca deixarei de TE louvar; pra sempre hei Te adorar!".

desenho

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Ainda há muito pelo que lutar!

March 8th, 2008 Denise Posted in Família, Mulher, violência 16 Comments »


Imagem daqui.

Bem, vamos lá:

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher, um dia que muitos julgam ser ‘festivo’, mas, convém lembrar que tal foi criado para refletirmos sobre a trajetória da mulher ao longo dos séculos. Muita gente ainda desconhece, ou ignora que este dia foi criado em memória das 129 tecelãs que, em 1857, em Nova Iorque, foram mortas carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam, por organizarem uma greve por melhores condições de trabalho, contra a jornada de doze horas, e contra abusos e violências de que eram vítimas.

Então, é necessário que haja discussões sobre o fato de que, embora tenhamos conquistado muitos direitos que nos eram negados, ainda há muito pelo que lutar contra os abusos históricos cometidos contra as mulheres. Está na hora de haver uma punição mais severa para os agressores - espancadores de mulheres e estrupadores. Basta de pagamento de cestas básicas e a volta do agressor ao convívio com a família que o denunciou! Isto inibe as mulheres que passam a não denunciar os abusos por falta de proteção. Revoltante!

Chega de violência doméstica e de exploração como ‘escrava’, dentro de casa, em triplas jornadas de trabalho! Basta de tanta desigualdade salarial, de tanta desvalorização da mulher na música, na mídia! Chega de contaminação, pelo próprio parceiro, com doenças como AIDS, HPV e outras! Chega de humilhações culturais, de discriminações! Basta!

Então, hoje não é dia de flores e nem de bombons, mas de muita ação.

Visite o Portal da Violência Contra a Mulher e veja a pesquisa com estes, entre outros dados:

  • Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante.
  • 54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.
  • 64% acham que o homem que agride a mulher deve ser preso (na opinião tanto de homens como mulheres); prestar trabalho comunitário (21%); e doar cesta básica (12%). Um segmento menor prefere que o agressor seja encaminhado para: grupo de apoio (29%); ou terapia de casal (13%).
  • 33% dos entrevistados afirmaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% crêem que o agressor vai preso; enquanto 12% supõem que o agressor recebe uma multa ou é obrigado a doar uma cesta básica.
  • Por outro lado, 49% concordam que, de maneira geral, a Justiça brasileira pune os agressores e 60% acham que isso acontece nos casos de homicídios de mulheres.

Precisamos ter fé que ainda há esperança para esta humanidade. Esperar a mulher morrer para, então punir rigorosamente o agressor é algo incompreensível para se aceitar. Mas, mesmo com tanto sofrimento, é bom lembrarmos que há muitas mulheres que venceram preconceitos, humilhações e dificuldades diversas, e estas merecem nossa admiração como símbolo de resistência e coragem. A todas, meu carinho e meu respeito.

Veja o post da Lucia Malla sobre as Mulheres que fazem, em nosso blog Faça a sua parte.

Imagem daqui

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Professor, um acessório descartável?

March 1st, 2008 Denise Posted in Pessoal, Trabalho, educação e ensino, violência 4 Comments »

Será que nós estamos desenvolvendo a "síndrome de Bournout", que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) atinge cerca de 25% dos professores? "Não é stress, depressão ou angústia: é pior, pois o professor se transforma num robô, o que é muito grave, porque a educação pressupõe dedicação.

Essa síndrome faz com que o trabalhador perca o sentido de sua relação com o trabalho, de forma que nada mais importa, e qualquer esforço parece inútil, causando uma enorme desmotivação, quando o profissional se depara com a violência que vem atingindo as escolas, tanto públicas quanto particulares. Essa violência, além de atingir os professores, prejudica o desempenho dos alunos."

Esta semana tive esta sensação de inutilidade pública diante de minhas novas turmas. Precisei me esforçar bastante para ter acesso àqueles alunos que pareciam não entender uma palavra do que eu dizia. Este fato me levou a pensar em minhas próprias convicções sobre meu jeito tão particular de dar aulas para platéias tão desinteressadas. Parece-me que não vêem razão para estudar "aquela coisa tão chata” a que os estou obrigando assimilar.

Olhando para os alunos, percebo que as dúvidas deles sobre os objetivos das aulas de Literatura são, exatamente, o porquê de terem de aprender tudo isso. Procuro explicar-lhes, mostrando que há vários métodos para se registrar a história da gente, nos diferentes tipos de Arte, e que eles poderão escolher em suas vidas, o método que mais lhes agradar para conhecer a história universal dos povos, e também para viajar pela aventura humana, e desvendar as questões mais transcendentais sobre o sentido da vida. E a mim compete apresentar-lhes a Arte literária. Nenhum deles me perguntou ainda por que não são obrigados então, a ter aulas de Música, ou de Pintura, ou de Escultura, ou de Arqueologia, ou de Antropologia, ou de Teatro, por exemplo.

Para eles, conhecer os movimentos literários, seus autores e obras, não serve para outra coisa, a não ser que "cai no vestibular". Então, penso que, se os alunos perguntam para que serve "esta coisa", ou por que têm de saber tudo "isso", é porque minhas aulas não estão demonstrando que eles saibam o tempo todo por que estão estudando Literatura, ou então é porque o conteúdo está sem graça, fora do contexto. O que será que o desinteresse dos alunos está querendo me comunicar? O que querem realmente me dizer com conversas paralelas, brincadeiras, sono (sim, alguns dormem na aula) e agressividade?

Parece-me que não estão direcionando estas atitudes especificamente para mim ou para a matéria que têm de aprender, mas para este ambiente monótono, asfixiante em que se transformou a sala de aula. Talvez preferissem estar em outro lugar, certamente em seus quartos, em jogos de computador, ou em outro ambiente que lhes trouxesse mais vontade de participar das atividades e não querer mais parar.

Considero-me uma mestra querida, sou carinhosa com meus garotos, mas, muitas vezes, em aula, no momento em que meu trabalho está se desenvolvendo, percebo o desinteresse dissimulado em risadinhas, conversinhas, fones no ouvido, "posso ir ‘no’ banheiro?", e imagino-me falando com as paredes. E nestas horas, sinto minha limitação para fazer as aulas criativas e interessantes, e transcender meus limites. E indago-me:"sou professora para quê?", se cada um traz dentro de si uma inquietude, uma curiosidade natural para descobrir sua história e meios para obter tal conhecimento (se assim o desejar, é claro)?

Então, concluo que, para os alunos que realmente desejam ampliar sua cultura e saciar sua sede de conhecimento, não é suficiente ficar assistindo a aulas, somente sentados naquelas carteiras. Preciso rever meus métodos. Talvez, nós, professores, já tenhamos sidos descartados e engolidos pela máquina globalizante. Uma professora-robô. Será?

Leia mais sobre síndrome de burnout, aqui e aqui.
Imagem: Repliee Q2

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Eles vão, mas voltam ao ninho.

February 6th, 2008 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Mãe-órfã, Viver 17 Comments »

- É muito ruim ficar sozinha. A solidão é horrível, você vai ver. - dizia-me dona Norma, a vizinha viúva, já idosa, que morava sozinha no apartamento ao lado do meu.

Não me dava conta de que sua predição acontecesse tão rápido. E ela pôde provar sua teoria. Meses depois, sua única filha veio buscá-la para morarem juntas. Não queria morar com a filha. Gostava de ser independente. Mas, tempos depois, ao voltar para visitar-nos, estava irreconhecível: mais corada, havia engordado (só então percebemos o quanto estava magérrima), sorridente e visivelmente feliz. Fiquei pensando se a solidão realmente fazia mal. No caso dela, parece que sim. Há poucos dias, soube que ela falecera. Penso que partiu feliz, perto da filha e junto aos amigos.

Os filhos são presentes que recebemos de Deus. Pra muita gente, às vezes, é um presente de grego. Mas, na maioria das vezes, trazem alegria e vida dentro da família. Mas os pais não se preparam para o dia em que eles irão embora. E constroem casas enormes, com quintais imensos, um lar do tamanho de seu coração. Do tamanho de seu amor. Mas, um dia, um a um, vão saindo. Indo. E a casa fica vazia. Tudo arrumadinho. Não há mais bagunça para arrumar. O volume de roupa para lavar diminui. Não há pra quem cozinhar. Não há som alto para se mandar abaixar.

Então, um belo dia, chegam os netinhos. Como um bálsamo na ferida aberta. Gritos, sorrisos, bagunça, alegria. Mas eles ficam tão pouco tempo. "Tiau, vovó! Te amo!" E lá se vão, de novo, para suas casas. Novamente o ninho vazio. Talvez seja por isto que há tantos idosos no mercado de trabalho, nas universidades, nas academias, nos cursos de arte, nos salões de dança, nos projetos sociais das igrejas, nas excursões. Precisam se manter ocupados, para não lembrar que agora estão sozinhos. Para não adoecerem de tristeza e solidão. E acabarem em asilos ou clínicas de repouso, esquecidos, na ‘melhor idade’.

Sempre pedi a Deus que me levasse cedo. Que não me deixasse envelhecer. Pensava que a solidão viria com a velhice. Mas, hoje, tão nova ainda, vejo o ninho vazio. Os filhos estão indo embora cada vez mais cedo. Silêncio. Tudo arrumadinho em seu lugar. Cesto de roupa vazio. Fogão brilhando, sem uso. Nenhuma toalha molhada sobre a cama. Nem tênis espalhados pelo chão. Nenhuma voz, nenhuma risada. Ninguém para cobrir durante a madrugada.

De repente, toca a campainha. Gritos eufóricos no corredor. E lá vem ela, pulando e gritando: "vó, ti amo!". E tudo volta a ser como antes:

- Que bagunça! Quanto brinquedo espalhado! Quem rasgou esses papéis?
- Vó, quero comida!
- Que inundação neste banheiro!
- Vó, vem me ‘precurar’ ! Tô ‘iscundida’!

Filhos são presentes que Deus nos dá. Netos, são os filhos que voltam para preencher os dias de ninho vazio. Ninho vazio? Quem disse?

imagem: A princesinha fazendo bagunça na casa da ‘vó’.

Atualizando:

A Luma está organizando a campanha contra a pedofilia. No dia 14 de fevereiro, vários blogs estarão postando sobre o assunto, seriíssimo, por sinal.  Se quiser participar, visite o blog da Luma e avise-a. Vamos todos juntos lutar contra este crime tão nojento! Chega de impunidade! Participe!

 

 

 

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Amigos sabem o que dizer

January 26th, 2008 Denise Posted in Mãe-órfã, Pessoal, Viver 10 Comments »

Vou tocar em um assunto que poucos gostam de mencionar. Sinto que devo fazê-lo, pois, muitas pessoas, não sabendo como agir diante de alguém que perdeu um filho, tratam-nos como se fôssemos seres incompreensíveis, ou, simplesmente nos ignoram.

Não vou fazer um manual de como se comportar com alguém que teve tal perda, mas quero esclarecer alguns pontos que, para mim, pessoalmente, são relevantes. E, penso que, talvez, meus amigos gostariam de fazer certas perguntas e não sabem como fazê-lo. Vou falar de mim, particularmente. Cada pessoa reage de um jeito. Então, penso que preciso esclarecer certas coisas.

É importante saber que algumas atitudes, ou a falta delas, podem ser muito benéficas ou terrivelmente devastadoras para quem perdeu um filho. Há pessoas que agem, diante de alguém que teve esta perda, como se nada houvesse acontecido. Outras, como se tal perda fosse algo muito natural e a que não se deva dar importância. Outros, tentam ser solidários, mas, por não saberem o que fazer, acabam magoando quem sofreu a perda, pensando estar lhes confortando.

Optei por morar sozinha, recusando o convite de meus pais e de minha filha para ficar com eles. Por quê? Apenas porque tenho necessidade de ter um lugar em que possa falar o que ninguém quer ou precisa ouvir. Um lugar onde possa gritar, se tiver vontade ou necessidade de assim o fazer, sem ser julgada como louca. Um lugar onde possa colocar as fotos de meu filho junto às de minha família, sem excluí-lo, como se não mais existisse. Não aceito esta história de que "isto faz mal", pois, acreditem, faz muito bem, muito bem mesmo, olhar aquele sorriso, abraçado comigo, com a irmã, com a sobrinha ou com o pai.

Quando estou com meus amigos, gostaria que eles falassem , sem nenhum medo de me magoar, de todo carinho que, de verdade (não apenas para eu me sentir bem) sentiam pelo meu menino. Sim, é bom saber que gostavam dele. Isto faz muito bem. Podem acreditar. Saber que compartilham o sentimento de saudade dos momentos alegres que tivemos com ele, é bom.

Se, por acaso, eu chorar, permitam-me chorar! E não tenham medo de chorar também. Não me magoa, pelo contrário, só me prova que o amavam também ou que compartilham a saudade comigo. Mas, não chorem de pena. Não precisamos de compaixão. Apenas de amizade.

Dói mais perceber que meus amigos não esboçam nenhuma reação quando falo de meu menino, do que ouvi-los falar dele, naturalmente, com amizade e com emoção. Poucas vezes me ouvirão falar do meu filho, mas, quando acontecer, falem comigo das qualidades do meu filho e do que gostavam nele. Não fiquem relembrando as coisas tristes pelas quais passou. Relembrem apenas os bons momentos. Não evitem o assunto ou mudem para outro tema, sob o pretexto de que eu não me sentirei bem ou de que não sabem o que dizer.

Há pessoas que me dizem que sabem o que sinto. A não ser que tenham perdido um filho também, nunca digam isto! Outras me dizem que é besteira ficar sofrendo a perda de alguém, pois todo mundo morre, e a vida continua. Sim, a vida continua. Nunca tive tanta vontade de viver como tenho hoje em dia. Já perdi avós, tios, sobrinhos, primos e amigos. Mas, a dor da perda do filho, não é uma coisa "comum", como querem que eu acredite. Também não me digam que tenho a sorte de ter outra filha e uma linda netinha. Isto não substitui meu filho em meu coração.

Também não fiquem perguntando o que aconteceu. Já são enormes os sentimentos de dúvida e de culpa que tenho, e que, acredito, todos pais que perdem um filho têm. Se não sabem o que dizer, não digam nada. Apenas escutem. Não mudem de assunto, apenas ouçam.

E, para aqueles que pensam que recordar é sinal de loucura, afirmo que, pelo contrário, é um sentimento que precisa continuar vivo, para que eu mantenha o equilíbrio da mente e do espírito. É com dor, mas também com alegria, que essas recordações dão sentido à minha vida. Acreditem, estas lembranças não são mórbidas, mas apenas a constatação de que este amor nunca terá fim.

imagem daqui

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A Princesinha vai ao Zôo

January 21st, 2008 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Meio ambiente, Pessoal 12 Comments »

O zoológico é um ótimo lugar para entrar em contato com os bichos e a natureza. Pensando nisso, Ana Paula levou Clarisse, a princesinha, para seu primeiro passeio ao zôo.

Logo na chegada, espantou-se com o babuíno achando que ele estava de máscara.

Depois, diante das calosidades nas nádegas dos animais, gritava: ‘a bunda!’ Imagine a cena… Ficou tão fascinada com os macacos que não queria sair de perto deles. Diante dos chimpanzés chamava: ‘macaco, macaco!” hehe.

Não se empolgou muito com os felinos, a princípio. Limitou-se a olhá-los. Reconheceu o tigre, sorrindo, com olhos arregalados! Quando viu o urso, gritava: ‘o urso!’ Impressionante como ficava deslumbrada ao ver, ao vivo, os animais que só conhecia via tevê e vídeos.

Hilário foi, ao ver o elefante soltar um enorme jato de xixi e fazer cocô, diante de todos! Clarisse não fez por menos:
- Tá fazendo cocô! Tem que fazer no peniquinho!

Diante da girafa, nenhuma reação. Só olhou. Mas, na fazendinha, queria pular para dentro dela. Trepada na cerca, gritava: ‘cocorocó!”, imitando as galinhas. E, apontando o cavalo, gritava: o ‘vacalo!’ (hehe). E a euforia aumentou quando viu os flhotinhos , pintinhos, macaquinhos. Pulava e gritava:

- Que lindo! Neném!

Agora, completamente envolvida pela atmosfera do lugar, ria e chamava os animais pelo nome:

- “Macaco!”
- “Uaaaau!” - imitando o tigre.
- “Olha lá o leão!”

Mais tarde, já cansada, quis tirar fotos com as estátuas-telefone.

Foi uma tarde inesquecível para minha princesinha! Hoje, pelo telefone, contava-me as aventuras que vivenciou. Não tive dúvidas: um post-babado, hehe.

As férias ainda não acabaram. Está aí uma ótima dica para levar a criançada. Em contato com a natureza, uma aula natural é tudo de bom; embora, particularmente, eu ache muito triste ver os animais enjaulados, fora de seu habitat natural…

Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro - Riozoo
Parque da Quinta da Boa Vista, s/nº - São Cristóvão - RJ
Tel. (0xx21) 569-2024 ramal 219 e 220 Fax. (0xx21) 569-7547

Atualizando:

A Luma , do blog Luz de Luma, presenteou a minha linda Princesinha com este gracioso selinho: “Blogando e andando”. Muito obrigada pela homenagem e pelo carinho, querida Luma. Você também está em nosso coração, com certeza. Beijo,menina.

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