Por que os homens amam a guerra?

February 16th, 2008 Denise Posted in paz, sociedade, violência 8 Comments »


Cemitério das vítimas norte-americanas
em Colleville, na Normandia

Assisti ao documentário UM BRASILEIRO NO DIA D, um relato feito pelo baterista Barone, do grupo Paralamas do sucessso, o qual encontra o único brasileiro conhecido que participou do Dia D: o franco-brasileiro Pierre Closterman - nascido em Curitiba em 1921, falecido em março de 2006 - que foi o maior ás da aviação francesa durante o conflito.

No seis de junho de 1944, o Dia-D, em uma enorme operação militar aeronaval, 155 mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região da França Atlântica, dando início à libertação européia do domínio nazista.

Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o início do colapso final do III Reich, o império de Hitler.

Assisti também ao especial, Os últimos dias de Hitler, um relato da secretária pessoal do Führer, uma biografia que inspirou o roteiro do filme A Queda,a que não assisti ainda, e que marcou a história docinema por tentar mostrar o lado sensível do homem que se tornou a personificação do mal. É o testemunho fiel de Traudl, uma jovem que durante três anos conviveu diariamente com o ditador alemão – foi para ela, inclusive, que Hitler ditou seu testamento, dois dias antes de se suicidar.

Apesar de Hitler ter sido um tirano tão cruel, sua enfermeira Erna afirma que não tem nada contra o ditador. "Ele se mostrou sempre cortês e encantador. A sua autoridade era extraordinária." A secretária de Hitler, Traudl, também afirmava que ele era sempre tão gentil, e que não compreendia como podia dar ordens tão terríveis.

Fiquei refletindo sobre o fascínio que a guerra e os ditadores exercem sobre os homens. É um jogo de sedução e poder. Milhões são gastos na preparação e execução de uma guerra. A indústria bélica, cada dia mais sofisticada, gera milhares de empregos. Cada ditador, digo, chefe de Estado, procura aumentar e exibir seu poderio bélico e econômico. Há um interesse político e econômico intenso para que a guerra não pare de existir.

"Flávio Rocha de OLIVEIRA, cientista político, vê a guerra como uma solução ou prática política, quando as demais soluções políticas amigáveis fracassaram…Trata-se de um jogo político de forças, em que o mais forte tenta impor-se ao mais fraco." [OLIVEIRA, Flávio Rocha. O Jogo da Guerra. In: Revista Jurídica Del Rey, BH – Ed. Del Rey, nº 10,p.11,2003]

Os homens fazem a guerra porque ela lhes dá muito lucro e intenso prazer. As conseqüências dela parecem não sensibilizar os ávidos por poder econômico e territorial. "De onde procedem guerras e contendas, que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? (Tg 4.1). As guerras e conflitos têm sua origem na cobiça humana, na maldade que habita suas mentes.

Durante o documentário, Pierre Closterman diz algo assim : "… espero que os homens aprendam a lição e não façam isto de novo. Mas eles fizeram!". Sim, minha gente, eles fizeram, e continuam fazendo, porque lhes falta paz, amor, compreensão, solidariedade, enfim, falta Deus em suas vidas. Há os que lutam em nome de Deus. Não acredito neste Deus que justifique a guerra. Não é o meu Deus, definitivamente, não é.

Que a paz do Senhor, que excede a todo o entendimento, guarde os vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus … (II Tessalonicenses 3.1-2)

foto daqui
Fontes:
http://historia.abril.com.br/2006/hotsites/barone.shtml
http://www.mundolegal.com.br/?FuseAction=Doutrina_Detalhar&did=20134

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