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Bem, vamos lá:
Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher, um dia que muitos julgam ser ‘festivo’, mas, convém lembrar que tal foi criado para refletirmos sobre a trajetória da mulher ao longo dos séculos. Muita gente ainda desconhece, ou ignora que este dia foi criado em memória das 129 tecelãs que, em 1857, em Nova Iorque, foram mortas carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam, por organizarem uma greve por melhores condições de trabalho, contra a jornada de doze horas, e contra abusos e violências de que eram vítimas.
Então, é necessário que haja discussões sobre o fato de que, embora tenhamos conquistado muitos direitos que nos eram negados, ainda há muito pelo que lutar contra os abusos históricos cometidos contra as mulheres. Está na hora de haver uma punição mais severa para os agressores - espancadores de mulheres e estrupadores. Basta de pagamento de cestas básicas e a volta do agressor ao convívio com a família que o denunciou! Isto inibe as mulheres que passam a não denunciar os abusos por falta de proteção. Revoltante!
Chega de violência doméstica e de exploração como ‘escrava’, dentro de casa, em triplas jornadas de trabalho! Basta de tanta desigualdade salarial, de tanta desvalorização da mulher na música, na mídia! Chega de contaminação, pelo próprio parceiro, com doenças como AIDS, HPV e outras! Chega de humilhações culturais, de discriminações! Basta!
Então, hoje não é dia de flores e nem de bombons, mas de muita ação.
Visite o Portal da Violência Contra a Mulher e veja a pesquisa com estes, entre outros dados:
- Em cada quatro entrevistados, três consideram que as penas aplicadas nos casos de violência contra a mulher são irrelevantes e que a justiça trata este drama vivido pelas mulheres como um assunto pouco importante.
- 54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.
- 64% acham que o homem que agride a mulher deve ser preso (na opinião tanto de homens como mulheres); prestar trabalho comunitário (21%); e doar cesta básica (12%). Um segmento menor prefere que o agressor seja encaminhado para: grupo de apoio (29%); ou terapia de casal (13%).
- 33% dos entrevistados afirmaram que “Quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha mais”; 27% responderam que não acontece nada com o agressor; 21% crêem que o agressor vai preso; enquanto 12% supõem que o agressor recebe uma multa ou é obrigado a doar uma cesta básica.
- Por outro lado, 49% concordam que, de maneira geral, a Justiça brasileira pune os agressores e 60% acham que isso acontece nos casos de homicídios de mulheres.
Precisamos ter fé que ainda há esperança para esta humanidade. Esperar a mulher morrer para, então punir rigorosamente o agressor é algo incompreensível para se aceitar. Mas, mesmo com tanto sofrimento, é bom lembrarmos que há muitas mulheres que venceram preconceitos, humilhações e dificuldades diversas, e estas merecem nossa admiração como símbolo de resistência e coragem. A todas, meu carinho e meu respeito.
Veja o post da Lucia Malla sobre as Mulheres que fazem, em nosso blog Faça a sua parte.
Imagem daqui Technorati Tags: Dia Internacional da Mulher









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