Fé na adversidade

March 11th, 2008 Denise Posted in Pessoal, 1 Comment »

Há pessoas que abandonam sua fé em Deus, ao passarem por grande provação. Agradeço-O por minha fé não ter sido abalada no meio da tempestade por que passei.

"Ainda que os montes desabem sobre mim; ainda que os homens se levantem contra mim; nunca deixarei de TE louvar; pra sempre hei Te adorar!".

desenho

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O Jesus do Natal

December 25th, 2007 Denise Posted in Viver, 6 Comments »

Espera-se que, nas comemorações do nascimento de uma pessoa importante, as atenções sejam voltadas para ela. Infelizmente, porém, no Natal de Jesus, o aniversariante é o mais esquecido pela maioria das pessoas que dizem estar comemorando o seu natalício. Nós , os cristãos, precisamos passar para o mundo o verdadeiro sentido do Natal. Mais importante do que comemorar o Natal de Jesus é tornar conhecido ao mundo o Jesus do Natal.

A deturpação do Natal

Muitos aproveitam a época natalina como oportunidade para bebedeiras, danças e até orgias. Há pais que ainda levam seus filhos pequenos a acreditar em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bom velhinho que lhes trouxe um presente. Certamente, não sabem que essa figura tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um velhinho, chamado Santo Klaus, que saía distribuindo presentes feitos em casa. O Papai Noel é mais falado, mais olhado e mais desejado do que Jesus, no coração das crianças e até de adultos. Em muitos lares cristãos pode não haver uma Bíblia aberta, por ocasião do Natal, mas, certamente, haverá uma Árvore de Natal, oriunda de lenda nórdica, do “Carvalho de Odim”, deus da mitologia nórdica, cujo culto é de duvidosa natureza. Com a Cristandade, esse elemento foi absorvido, tornando-se um símbolo do Natal.Meditemos um pouco sobre Jesus, com base em Is 9.6., que o identifica pelo seu Nome, que é “Maravilhoso, Deus forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz”.

Maravilhoso no seu nascimento

Quando Jesus nasceu, muitos filhos de reis e monarcas já haviam vindo ao mundo. Entretanto, nenhum deles teve o berço cercado de tanto resplendor e glória como o menino de Belém. Enquanto sua mãe o embalava ao peito, nas cercanias da pequena cidade, um mensageiro divino anunciava o nascimento do Salvador, a um pequeno e desconhecido grupo de pastores, seguido de um coral de anjos que entoava hinos celestiais, dos quais apenas um coro ficou registrado nas páginas da Bíblia: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.10-14). Em lugar de louvar a Deus, muitos estão cantando músicas que exaltam o homem o diabo, nas festas ditas natalinas.

Maravilhoso no seu ministério

Os evangelhos revelam as grandes maravilhas operadas por Jesus, desde a cura de cegos, aleijados, leprosos, mancos , surdos-mudos, até à expulsão de demônios e ressuscitação de mortos, como no caso do filho da viúva de Naim, da filha de Jairo e de Lázaro, irmão de Marta e Maria. Ele operou maravilhas sobre as forças espirituais, sobre as enfermidades físicas e emocionais, bem como sobre as forças da natureza, quando acalmou tempestades, para espanto dos discípulos, que exclamaram: “Que homem é este…?” (Mt 8.27).

Conselheiro

Jesus deixou ensinos sábios para todos, envolvendo conselhos e orientações sobre os mais diversos temas e problemas da vida. Ele ensinou que o amor por ele demonstrado não se destina apenas aos amigos e familiares, que nos são gratos. Mas ensinou que devemos amar até os próprios inimigos (Mt 5.44), revolucionando todo o pensamento religioso e moral de seu tempo. Ainda hoje, torna-se difícil cumprir as “leis do Reino”, proclamadas no Sermão da Montanha. Ele ensinou a humildade, a paz, a harmonia, o temor de Deus, a justiça reta, que excede à dos fariseus, o relacionamento entre pais e filhos, entre marido e mulher, tudo isso e muito mais. A igreja do Senhor tem mostrado aos homens que, para serem felizes, precisam aceitar os conselhos e ensinamentos de Jesus.

Deus forte

Deus, o Criador, é onipotente, onisciente e onipresente, entre outros atributos que lhe são inerentes. Jesus, o Emanuel, fez-se homem, despojando-se de seus principais atributos, para poder inserir-se entre os homens, encarnando o Verbo Divino. Em sua condição de Filho do Homem, sofreu as tentações e fraquezas, mas, ao ressuscitar, proclamou , dizendo: ” É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28:18). Precisamos mostrar aos governantes e ao mundo que o “poder pertence a Deus” (Sl 62.11)

Pai da eternidade

Todos os grandes homens, e os pequenos, também, passaram, e continuam a passar. Quem já foi não o é mais. Quem o é, um dia não o será. É a natureza efêmera da realidade do homem, que está destinado a nascer, viver e morrer. Entretanto, Jesus , como Deus, é eterno, sendo Pai da Eternidade, porque “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.2,3). Só ele pode dar a vida eterna aos homens que nele crêem (Jo 5.24).

Príncipe da Paz

Os homens buscam incessantemente a paz. Os governos e as organizações internacionais se reunem em congressos e convenções, procurando a paz, através da assinatura de tratados e convênios. No entanto, as guerras continuam, com massacres e tragédias. Tudo isso porque o dono da Paz, o “Príncipe da Paz”, que é Jesus, é esquecido no coração dos homens. No Natal de Jesus, a paz só pode vir, para o indivíduo, para as famílias, e para as nações, se as pessoas derem valor e aceitarem o Jesus do Natal.

Que o Senhor do Natal nos ajude a transmitir aos homens que é melhor conhecê-lo, para obedecê-lo do que simplesmente comemorar um pretenso Natal de Jesus, em que Ele, o personagem da Bíblia e da História não seja o centro das atenções. Que o Natal seja um período de festa espiritual, em que se aproveite para exaltar o nome do Senhor , o Jesus do Natal.

Pr. Elinaldo Renovato de Lima
(Publicado no Jornal Mensageiro da Paz, dezembro de 1999 - CPAD)

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Perfeito louvor

December 16th, 2007 Denise Posted in Viver, 4 Comments »

Fui convidada para assistir a uma cantata infantil de Natal. Nada mais sincero que o coração de criança. “Dos lábios dos pequeninos sai o perfeito louvor”. Sempre me emociono quando assisto a cantatas infantis. Precisamos aprender a louvar, como as crianças. O louvor é a linguagem espiritual que flui através de nós. Este é o perfeito louvor, que sai dos lábios das crianças.

Devemos cantar como elas cantam, se alegrando na dependência de Deus, em atitude de ação de graças. Louvar para agradecer a Deus. Não louvar para pedir algo a Deus; mas para dar graças a Deus. Não para ser abençoados; mas por sermos abençoados. E, reconhecendo que foi Ele quem nos fez, louvamos. Às vezes, com o coração sangrando, mas louvamos. Por tudo que fez, e por tudo que tem feito, e por tudo que ainda há de fazer em nossas vidas.

figura daqui

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Devia ter amado mais…

December 2nd, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Mãe-órfã, Pessoal, Viver, 18 Comments »

Bem, eu sempre digo à minha filha que não gosto de fazer planos com menos de 24 horas, pois nem sempre as coisas acontecem como nós queremos. Fiz um planejamento para esta semana que foi por água abaixo. Programei ir à Primavera dos livros, mas, durante toda semana estive com a agenda cheia de trabalho e compromissos de última hora. No final da semana que já está acabando, outro imprevisto e, resultado, não fui nem vou mais ao evento. Minha amiga pretende ir, e ficou de me dar a reportagem do evento.

Esta não foi uma boa semana emocionalmente falando. Tive alguns aborrecimentos de cunho pessoal e hoje estou qual eremita, em minha concha. Mas Deus é misericordioso e me deu a alegria de dormir junto com a Princesinha! Ela está meio febril, mas não pára de espoletar, hehe! Quando penso que não tenho mais nada a fazer nesta vida, a imagem dela me vem à mente e resisto à vontade de desistir e sigo em frente.

Sempre penso, e digo também, que não entendo os desígnios de Deus: deu-me uma Princesa e em seguida um Anjo. A dor e a alegria fundem-se e confundem-me. Vontade de nada fazer e desejo de abraçar o mundo com as pernas, tudo ao mesmo tempo. Olho o mundo à minha volta, e procuro a beleza nele. Nossos olhos interiores teimam em só ver violência, desgraça, desumanidade. Mas eu procuro a beleza. E a vejo no sorriso de Clarisse. Na esperança de que um dia a felicidade virá.

É conhecida a filosofia de que para sermos completos devemos plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Analisando mais profundamente esta questão, vejo que a árvore representa o amor à natureza e o compromisso de preservá-la a fim de que se perpetue. Da mesma forma, nossas experiências vividas se perpetuarão à medida que vamos escrevendo nossa trajetória nesta vida. E um filho seria a concretização de uma vida de amor que se perpetua infinitamente.

Mas, tomando ao pé da letra esta filosofia, tive dois filhos. Um, partiu cedo e não deixou fruto. Minha filha agraciou-me com a Princesinha. Em nossa casa, tínhamos três árvores: um flamboyant belíssimo, uma mangueira deliciosa e uma goiabeira de estimação. Hoje já não mais existem. Por força de expandir a casa, foram derrubadas. Que horror! Mas meu pai plantou uma árvore na calçada em frente ao portão e ela continua lá até hoje, maravilhosa. Eu, pessoalmente, não plantei minha árvore ainda. Minha dívida com a natureza continua.

Quanto a escrever um livro, acredito que, literalmente, jamais terei coragem de fazê-lo. Desde os treze anos que escrevo impulsivamente. Lembro-me de ter queimado cerca de oito cadernos bem grossos, com páginas e mais páginas de mim. Hoje em dia, limito-me a analisar, estudar e estimular outros a amarem as obras escritas pelos verdadeiros gênios da arte de escrever. Ao conhecer Machado, Drummond, Graciliano, Rosa, Clarice e tantos outros é que tive a medida exata de minha incapacidade nesta arte.

Este post mais parece uma salada mista de idéias e sentimentos. Vejo que muitas pessoas passam por aqui e nada dizem. Talvez eu é que não tenha nada a dizer. E elas apenas passam. Por outro lado, foi escrevendo no blog que conheci amigos que estão comigo há algum tempo. Amizades fortes que ultrapassam o monitor e chegam até onde estou. Costumo dizer que meu vizinho não me conhece. Aliás este é um problema nos condomínios. As pessoas passam cabisbaixas pelos corredores. Mal se olham. E quando cumprimentadas, limitam-se a resmungar um quase inaudível “..dia.. ; …tarde… ; … noite…

Bem, sinto-me como o eu lírico da letra daquela música linda dos Titãs:

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor…

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…(2x)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…
Ouça aqui.

imagem daqui

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Morte e vida severina

November 2nd, 2007 Denise Posted in Mãe-órfã, Viver, 3 Comments »

vidaseverina.jpg

Hoje é o Dia de Finados. Mas não vou falar de morte. Preciso celebrar a vida. Sim , porque acredito na vida eterna. E que as almas não morrem nunca. Como cristã, para mim o morrer é viver. Eternamente.

Há aqueles, porém, que, embora vivos fisicamente, morrem todos os dias em seu egoísmo, em sua mesquinhez, em sua vida medíocre de valores individualistas. São mortos-vivos que vagueiam por aí, cheios de si mesmos.

Prefiro a morte que gera vida: do dia que morre todas as noites e renasce a cada manhã. Da semente que morre na terra e revive em cada flor. Se a cada vez que morrermos para nossa vida egoísta e revivermos para a harmonia e convivência pacífica e solidária estamos gerando vida.

Há pessoas que estão mortas antecipadamente. De tristeza, de decepções várias, de solidão. Outras, estão em estado de agonia, insistindo em viver, gritando pela vida, mas morrendo cada dia um pouco, de abandono, de descaso, de preconceito.

Eu disse que não ia falar de morte. Não da morte física, dos que se foram e deixaram em nós a saudade e o desejo de novamente abraçá-los. Não dessa morte. Mas dos que estão vivos , mas morrem todos os dias, sem choro, sem vela, sem saudade. Sem ninguém para se compadecer de sua dor.

É a esta “vida severina” , de que fala o poeta, que me refiro. Morre-se todos os dias “de velhice antes dos trinta”. De descaso, de miséria, de violência e tantas outras mortes. O dia de Finados nos faz lembrar dos que se foram. E todos os outros dias em que não nos lembramos dos que estão em estado de morte iminente?

imagens: menino de rua ; pedintes; mulher; pedofilia
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A verdadeira Páscoa

April 6th, 2007 Denise Posted in Blogagem coletiva, Mãe-órfã, Pessoal, 8 Comments »

pascoa.jpg

imagens Google

Embora seja louca por chocolates e bombons, não os associo à Páscoa. Não a Páscoa autêntica, em seu sentido real. Durante muito tempo, ela tem sido celebrada como uma festa pagã, com coelhinhos e ovos de chocolate, desviada de seu real significado.

A páscoa religiosa

Na verdade, a páscoa é a comemoração da libertação do povo de Deus, os hebreus, de mais de dois séculos de escravidão no Egito, há cerca de 3300 anos. O povo deveria comemorar a saída do cativeiro comendo um cordeiro, pães asmos e ervas amargas.

Era um dia de tristeza, pois o anjo da morte passaria e todos os primogênitos em cuja casa não houvesse, na verga da porta, o sangue do cordeiro, deveria morrer. As ervas amargas representavam o sofrimento e a escravidão que tiveram no Egito; os pães asmos, a urgência de sair rapidamente, e também, figurava o Pão da Vida.

Já o cordeiro imolado e seu sangue passado na verga da porta era a figura do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que exatamente na Páscoa, 1300 anos depois, foi morto, como o Cordeiro Pascal. Esta era a mais importante de todas as comemorações da Páscoa, pois o Cordeiro de Deus seria imolado. Esta era a Páscoa esperada por mais de 3000 anos, o momento da redenção, de reencontro do homem com o seu Criador.

“Porque Cristo, a nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa,… com os pães ásmos da sinceridade e da verdade”. I Corintios

Minha páscoa cotidiana

Cada vez que participo da comunhão, estou celebrando a Páscoa, pois o faço em memória Dele. E isto faço o ano inteiro, e não especialmente na Páscoa uma vez ao ano. E a verdadeira celebração é aquela em que finalmente podemos deixar o egoísmo e permitir que Ele seja realmente ressurreto. Cada vez que minha mesquinhez se manifesta, Ele continua crucificado dentro de mim.

Portanto, embora coma chocolates o ano inteiro (e, é claro, na Páscoa acabo comendo muitos mais chocolate do que devia …), no domingo, estarei celebrando a Páscoa cristã, relembrando a morte e ressurreição de Cristo. Acredito nisso, com toda força de minha alma, e o fato de alguns não crerem nEle, não muda sua veracidade.

Esta páscoa é especialmente diferente pra mim… Comprei ovo de chocolate pra Princesinha, é claro, e refleti muito mais sobre meu relacionamento com as pessoas e, inevitavelmente , com Deus. É um misto de amor e medo diante de Sua soberania sobre nosso destino. Além disso, há exatamente 366 dias, tenho alguém pertinho dEle, sorrindo pra mim…

Muita paz pra todos e um abraço muito especial e emocionado no Allan, do blog “Carta de Itália”, que também teve seu papai levado pra junto do Pai…

Participando da blogagem coletiva: “O que é a Páscoa pra você?” promovida pela Polyane.

Pesquisei textos aqui
imagens do Google

 

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Bacalhau por um fio

April 6th, 2007 Denise Posted in Faça sua parte, Meio ambiente, 5 Comments »

bacalhau_pascoa.jpg

A Lucia Malla fez um post esclarecedor sobre a iminência de extinção do bacalhau e fez uma reflexão sobre a tradição de se comer tal peixe na Semana Santa. Vale a pena conferir no blog da Lucia e no Faça a sua parte também.

Aqui, um trechinho do post:

A instituição igreja faria muito mais pela saúde e bem-estar do planeta se, na Semana Santa, incentivasse seus fiéis a literalmente jejuarem (e saírem dessa contradição estranha), ou educasse seus seguidores a evitarem a compra de bacalhau. Será que se o consumidor soubesse que está contribuindo diretamente para o fim de uma espécie importante do topo da cadeia alimentar do Atlântico, persistiria nessa tradição que já não se sustenta?

Particularmente não sabia da gravidade do problema que envolve o perigo de extinção do bacalhau. Não tenho o hábito de comer peixe na Semana Santa. Aliás, não sigo regras, tradições exteriores. Tenho minha fé e pratico-a interiormente. Mas esta questão ambiental é colocada pela Lucia como algo com que a Igreja deveria se preocupar. Confiram.

imagem “pescada” no Google

 

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Mães perdoam

March 5th, 2007 Denise Posted in Mãe-órfã, 10 Comments »

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Por que este post?

Durante algum tempo, incomodava-me o fato de alguns amigos considerarem-me uma pessoa iluminada ou especial por eu perdoar quem tirou a vida de meu filho. Mas , a capacidade de uma mãe perdoar o assassino do filho é muito mais comum do que se imagina. Não sou a primeira, e nem serei a última, que descobriu que, mesmo quando se tem um ente querido arrancado da família de forma brutal, ainda é possível encontrar forças para perdoar.

Faço este post, não por ser uma pessoa mórbida, mas para mostrar que o perdão foi a coisa mais importante que aprendi em todas as adversidades por que já passei. Nenhum sentimento foi tão vital pra minha vida quanto este. E não é privilégio só meu. Vejam outros casos reais de pessoas que passaram por situações semelhantes ou piores que a que vivenciei e que receberam o dom de perdoar e hoje estão bem.

É o amor que ajuda a curar as feridas

Em pleno julgamento, mãe argentina se aproximou do assassino de seu filho, perdoou-o publicamente, deu-lhe de presente um terço, abraçou-o e pediu que se aproximasse de Deus. A história aconteceu na cidade de Esquel, na sulina província de Chubut.

Ana María Suárez foi ao julgamento de Fabián Chávez, de 25 anos de idade, assassino confesso de seu filho Mariano Drew. Diante dos presentes, a mulher afirmou “somente a oração acalma a cada dia minha dorMas também pensava em você, que é tão jovem. Não vou te fazer mal. Só quero te dar isto“, disse-lhe antes de entregar um terço.

E acrescentou: “Só Deus cura as feridas. Eu te perdôo. E se meu filho te ofendeu te peço perdão. Eu o amava e agora quero que você não sofra. O destino que te cabe me dói porque trabalho com jovens. Nesta terra há muita violência. E você foi vítima dela desde que nasceu. É o amor que também ajuda a curar as feridas”. E o abraçou. (leia aqui)

Se todos tivéssemos um coração assim…

A dolorosa despedida do casal de missionários assassinados em Palau, na Micronésia, juntamente com seu filho de 11 anos, foi enriquecida por uma surpreendente demonstração de espírito de perdão da parte da mãe do pastor Ruimar de Paiva. Para surpresa de todos os presentes, Ruth DePaiva convidou a mãe do homem acusado de matar o pastor, sua esposa e filho, para permanecer ao lado dela junto ao altar durante boa parte da cerimônia.

O Presidente da República de Palau, Tommy Remengesau, afirmou que considerou o crime uma “chocante tragédia”, e que ele, como muitos, ficou sensibilizado pela visita e o perdão de Ruth DePaiva ao assassino de seu filho, nora e neto. “Esse é o tipo de coração que todos nós deveríamos ter, porque se todos nós neste país tivéssemos um coração assim, nada disto teria acontecido.” (leia aqui)

Ela também perdoaria

Em 2003, uma missionária americana é morta a tiros no Líbano por um suposto militante islâmico com três tiros na cabeça, em uma clínica de uma igreja no sul do Líbano. Bonnie Weatherall, uma californiana de 31 anos e assistente de enfermagem no centro de saúde para mulheres, foi baleada durante a manhã, quando ingressava no edifício, na cidade portuária de Sidon, a 45 quilômetros ao sul de Beirute.

O marido dela, Gary, britânico, disse que perdoa o assassino e afirmou estar convencido de que ela também perdoaria. “Perdôo qualquer um que fez isto. Hoje Bonnie está com o Senhor, e ela está contente no céu”. (leia aqui)

Perdão é uma coisa e justiça é outra

Em 1997, o menino Ives Yossiaki Ota, de oito anos, foi seqüestrado por três homens em sua própria casa, na zona Leste de São Paulo e, um dia depois, morto com dois tiros no rosto. Desesperado, o pai de Ives chegou a pensar em matar os três seqüestradores, mas decidiu deixar a arma e levar uma Bíblia para o tribunal. Ao invadir a sala onde estavam os acusados, colocou o dedo no peito de cada um deles e pediu que o olhassem nos olhos.

Porém, surpreendeu a todos: ele disse para os bandidos que não queria matá-los, mas, sim, perdoá-los. Em 2001, o comerciante declarou que o ato de perdoar os assassinos do filho não significava que queria que eles fossem soltos, mas era uma forma de tirar o ódio de dentro dele. “Perdão é uma coisa e justiça é outra. A justiça tem de ser cumprida”. (leia aqui)

É uma questão de tempo e fé

Nem todas as mães que vivenciaram perdas trágicas tiveram a experiência renovadora do perdão. Mas observei que, as pessoas que têm fé, ao perdoar seu inimigo, reconhecem o ato de Jesus na cruz, ao perdoar seus algozes. Por isso somos cristãos, ou seja, seguidores de Cristo. Não estou aqui falando de religião, mas de fé genuína em Deus .

Li nos jornais que a comerciante Rosa Cristina Fernandes, mãe do menino João Hélio, disse que perdoa os pais dos jovens que assassinaram seu filho. Mas, ressalvou que, para o crime, não existe perdão. Achei interessante ela dizer “para o crime“. Por que não disse “para os assassinos“? Ela declarou que havia levado o filho para a evangelização. Então, ela tem fé! É só uma questão de tempo… O perdão é divino. (leia aqui)

Portanto, meus amigos, não pensem que sou iluminada ou uma melhor que ninguém. Se eu e essas pessoas não tivéssemos a fé que temos, talvez hoje não vivenciaríamos a bênção revitalizadora do perdão. Não sou a favor de se perdoar o crime. Este, não tem perdão. Perdão é para o pecador, não para o crime, que deve ser punido, com certeza.

Quem perdoa sabe que Deus é justiça e, por isso mesmo, suas leis jamais se enganam. Perdoar é receber com resignação os fatos que não se pode evitar ou mudar, com a certeza de que a justiça divina não se equivoca e nada acontece conosco se o criador não permitir.

“Perdão é uma coisa e justiça é outra. A justiça tem de ser cumprida.”

desenhos de Roberto Carlos, scj

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… não espera acontecer…

March 3rd, 2007 Denise Posted in Mãe-órfã, Trabalho, educação e ensino, 7 Comments »

images.jpgO post anterior suscitou comentários que “cutucaram” minha postura diante da situação violenta que invade, não só as escolas, mas a sociedade. Reproduzo aqui algumas questões levantadas e as considerações que fiz, como uma reflexão a respeito da pergunta que faço diariamente a mim mesma: desistir ou continuar?
Vamos lá?

Atualizando

A despesa para manter um menor infrator em regime de internação é de pelo menos 4.400 reais por mês. Esse valor representa o gasto do Estado para manter 28 alunos no ensino público fundamental. O custo anual do aluno no Brasil em escola pública está estimado em 1.900 reais, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. Especialistas defendem mais investimento em ensino, e que o Estado trate a educação básica de fato como prioridade.
Há o que pensar…

****

A Aninha frisou que os alunos também precisam de que eu os olhe além deles, mas não com olhos perdidos, mas que os veja além do que estão mostrando. Esta parte é difícil, dolorosa, pois me sinto impotente, por isso disse que apenas os escuto. E faço o que me é possível: dou afeto e atenção. Por enquanto, se não, desmonto também. Ainda estou convalescendo., Sou humana, não é?

Já a Luma questiona a “violência” dos professores. E cita o caso da que cortou a língua do aluno. Acredito que, nós, professores, precisamos perceber a hora certa de nos afastarmos pra recarregar as forças. Um afastamento pra cuidar da saúde é melhor que trabalhar sobre tensão. Há muitos professores afastados ou readaptados, que “surtaram”. Por isso, procuro manter um afastamento saudável. Lembro-me, com carinho, de minhas professoras. O tempo era outro. “A maior riqueza que levamos dessa vida, são as pessoas com que realmente partilhamos afeição”, com certeza!

O questionamento da Mamy é em relação à dificuldade, eu diria até, impossibilidade, de se olhar esses meninos violentos como pessoas. E é muito triste pra mim ver que, não só o pessoal da “Justiça”, mas todos os envolvidos diretamente com o trabalho com adolescentes “de risco” não estamos preparados para tratar desses meninos. São estigmatizados como “bandidinhos” irrecuperáveis…

Não sei se eu era menos suscetível a esta questão antes de perder meu menino, como diz a Elizabeth, pois eu preferiria que este aprendizado fosse menos doloroso… Paguei um preço tão alto para “mudar a maneira de olhar a vida e concentrar-me no que realmente interessa: o ser humano”. Mas, concordo que esta experiência me proporcionou perceber o acolhimento de pesso@s que nunca me viram, o que me mostrou que nem todo mundo é cruel. Há pessoas que nos amam e nos apóiam. Será que meus alunos também não vêem isso em mim?

Como bem disse o Cejunior , também me sinto freqüentemente: “dando voltas em torno do mesmo tema”, mas, se não mantiver a esperança, acabaremos “surtando” como vimos acima, o caso de professores que reproduzem a violência a que estão expostos. Minha experiência pessoal me fez mais humana, pois, cada aluno meu que morre, vítima de violência, me faz lembrar, o quanto ele é precioso pra alguém: a mãe. Outros, não fazem falta pra ninguém, pois ninguém os queria.

A força para continuar lutando, busco em Deus, todos os dias, em oração, muita fé, no apoio dos amigos ,e, com certeza, em minha Princesinha (netinha de um ano), que merece um mundo melhor.

Falei sobre esta minha “mudança”, no post execução e perdão “. Talvez esclareça o porquê de eu não desistir. Indignação e esperança. Não sei se vai dar certo. Apenas tenho de continuar acreditando. “Poderia ser com seu filho…”, não é assim que dizem por aí?…

Pra não dizer que não falei de flores!

(Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhão

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição“…

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Cientistas estudam o “poder da fé”

February 21st, 2007 Denise Posted in Mãe-órfã, 3 Comments »

“Senhor, ajuda-me a nunca usar minha razão contra a Verdade”. (Oração Judaica)

Beto Diniz

Em 2005, Cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, iniciaram pesquisas em laboratório para verificar se a fé em Deus é uma forma eficaz de aliviar a dor. O estudo, acompanhado por neurologistas, farmacologistas, filósofos e teólogos, tem como objetivo saber como crenças religiosas se manifestam no cérebro humano.

Uma  das experiências a serem realizadas seria esfregar um gel à base de pimenta na pele de voluntários, que seriam convidados a tentar estratégias diversas para minimizar a sensação de ardor. Outro teste consistiria em radiografar o cérebro de uma pessoa que sente dor, enquanto  sobre sua mão seria colocada uma pequena caixa que se aquece até alcançar sessenta graus centígrados.

Para as pessoas com forte convicção religiosa, entre as estratégias para minimizar a sensação de dor, estaria a fé.  Enquanto estivessem sofrendo, voluntários seriam expostos a símbolos religiosos como imagens da Virgem Maria ou um crucifixo.

Mudança no cérebro

Em outro teste, o vice-diretor do Centro de Oxford para a Ciência da Mente (Oxcsom) Toby Collins, usaria anestesia e equipamento para observar transformações nos tecidos do cérebro para investigar as fronteiras da consciência.

“Dor tem sido um ponto central para muitos problemas em que pensadores religiosos e outros têm se concentrado”, disse o neurocientista do departamento de fisiologia de Oxford, John Stein.

A neurologista Susan Greenfield, do Centro para a Ciência da Mente, disse que seriam usados testes de ressonância magnética para verificar o grau de influência de crenças religiosas e espirituais, tais como “a crença ilógica na superioridade inata do homem”.

O estudo estava previsto para durar dois anos e com fundos da ordem de US$ 2 milhões da Fundação John Templeton, que tem cunho filantrópico e é sediada nos Estados Unidos. A fundação apóia estudos sobre a relação entre a ciência e a religião.

O poder da fé

Seria o poder da fé , em pessoas que atravessam situações de dor,  um fator determinante para suportá-la melhor do que os que não crêem em Deus?

O subdiretor do centro, Toby Collins, disse que ”há uma  grande capacidade das pessoas para superar (certas) condições.” Os especialistas querem conhecer mais a força de certas pessoas, como se viu recentemente com alguns sobreviventes de terremoto e posterior maremoto que atingiu o sudeste asiático em 26 de dezembro de 2004.

Como dois anos já se passaram, e ainda não sei se os resultados da pesquisa já saíram (alguém sabe?), afirmo que, por experiência própria, a fé em Deus me faz suportar a dor de um grande sofrimento. A vida tem sido um grande laboratório… E acredito que fé e razão podem conviver pacificamente.

Volto a falar sobre esse assunto.

[fonte: jornal O Estado de S.Paulo 13/01/2005]

foto: Beto Diniz

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