Eles vão, mas voltam ao ninho.

February 6th, 2008 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Mãe-órfã, Viver 17 Comments »

- É muito ruim ficar sozinha. A solidão é horrível, você vai ver. - dizia-me dona Norma, a vizinha viúva, já idosa, que morava sozinha no apartamento ao lado do meu.

Não me dava conta de que sua predição acontecesse tão rápido. E ela pôde provar sua teoria. Meses depois, sua única filha veio buscá-la para morarem juntas. Não queria morar com a filha. Gostava de ser independente. Mas, tempos depois, ao voltar para visitar-nos, estava irreconhecível: mais corada, havia engordado (só então percebemos o quanto estava magérrima), sorridente e visivelmente feliz. Fiquei pensando se a solidão realmente fazia mal. No caso dela, parece que sim. Há poucos dias, soube que ela falecera. Penso que partiu feliz, perto da filha e junto aos amigos.

Os filhos são presentes que recebemos de Deus. Pra muita gente, às vezes, é um presente de grego. Mas, na maioria das vezes, trazem alegria e vida dentro da família. Mas os pais não se preparam para o dia em que eles irão embora. E constroem casas enormes, com quintais imensos, um lar do tamanho de seu coração. Do tamanho de seu amor. Mas, um dia, um a um, vão saindo. Indo. E a casa fica vazia. Tudo arrumadinho. Não há mais bagunça para arrumar. O volume de roupa para lavar diminui. Não há pra quem cozinhar. Não há som alto para se mandar abaixar.

Então, um belo dia, chegam os netinhos. Como um bálsamo na ferida aberta. Gritos, sorrisos, bagunça, alegria. Mas eles ficam tão pouco tempo. "Tiau, vovó! Te amo!" E lá se vão, de novo, para suas casas. Novamente o ninho vazio. Talvez seja por isto que há tantos idosos no mercado de trabalho, nas universidades, nas academias, nos cursos de arte, nos salões de dança, nos projetos sociais das igrejas, nas excursões. Precisam se manter ocupados, para não lembrar que agora estão sozinhos. Para não adoecerem de tristeza e solidão. E acabarem em asilos ou clínicas de repouso, esquecidos, na ‘melhor idade’.

Sempre pedi a Deus que me levasse cedo. Que não me deixasse envelhecer. Pensava que a solidão viria com a velhice. Mas, hoje, tão nova ainda, vejo o ninho vazio. Os filhos estão indo embora cada vez mais cedo. Silêncio. Tudo arrumadinho em seu lugar. Cesto de roupa vazio. Fogão brilhando, sem uso. Nenhuma toalha molhada sobre a cama. Nem tênis espalhados pelo chão. Nenhuma voz, nenhuma risada. Ninguém para cobrir durante a madrugada.

De repente, toca a campainha. Gritos eufóricos no corredor. E lá vem ela, pulando e gritando: "vó, ti amo!". E tudo volta a ser como antes:

- Que bagunça! Quanto brinquedo espalhado! Quem rasgou esses papéis?
- Vó, quero comida!
- Que inundação neste banheiro!
- Vó, vem me ‘precurar’ ! Tô ‘iscundida’!

Filhos são presentes que Deus nos dá. Netos, são os filhos que voltam para preencher os dias de ninho vazio. Ninho vazio? Quem disse?

imagem: A princesinha fazendo bagunça na casa da ‘vó’.

Atualizando:

A Luma está organizando a campanha contra a pedofilia. No dia 14 de fevereiro, vários blogs estarão postando sobre o assunto, seriíssimo, por sinal.  Se quiser participar, visite o blog da Luma e avise-a. Vamos todos juntos lutar contra este crime tão nojento! Chega de impunidade! Participe!

 

 

 

Technorati Tags: , ,

AddThis Social Bookmark Button

A Princesinha vai ao Zôo

January 21st, 2008 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Meio ambiente, Pessoal 12 Comments »

O zoológico é um ótimo lugar para entrar em contato com os bichos e a natureza. Pensando nisso, Ana Paula levou Clarisse, a princesinha, para seu primeiro passeio ao zôo.

Logo na chegada, espantou-se com o babuíno achando que ele estava de máscara.

Depois, diante das calosidades nas nádegas dos animais, gritava: ‘a bunda!’ Imagine a cena… Ficou tão fascinada com os macacos que não queria sair de perto deles. Diante dos chimpanzés chamava: ‘macaco, macaco!” hehe.

Não se empolgou muito com os felinos, a princípio. Limitou-se a olhá-los. Reconheceu o tigre, sorrindo, com olhos arregalados! Quando viu o urso, gritava: ‘o urso!’ Impressionante como ficava deslumbrada ao ver, ao vivo, os animais que só conhecia via tevê e vídeos.

Hilário foi, ao ver o elefante soltar um enorme jato de xixi e fazer cocô, diante de todos! Clarisse não fez por menos:
- Tá fazendo cocô! Tem que fazer no peniquinho!

Diante da girafa, nenhuma reação. Só olhou. Mas, na fazendinha, queria pular para dentro dela. Trepada na cerca, gritava: ‘cocorocó!”, imitando as galinhas. E, apontando o cavalo, gritava: o ‘vacalo!’ (hehe). E a euforia aumentou quando viu os flhotinhos , pintinhos, macaquinhos. Pulava e gritava:

- Que lindo! Neném!

Agora, completamente envolvida pela atmosfera do lugar, ria e chamava os animais pelo nome:

- “Macaco!”
- “Uaaaau!” - imitando o tigre.
- “Olha lá o leão!”

Mais tarde, já cansada, quis tirar fotos com as estátuas-telefone.

Foi uma tarde inesquecível para minha princesinha! Hoje, pelo telefone, contava-me as aventuras que vivenciou. Não tive dúvidas: um post-babado, hehe.

As férias ainda não acabaram. Está aí uma ótima dica para levar a criançada. Em contato com a natureza, uma aula natural é tudo de bom; embora, particularmente, eu ache muito triste ver os animais enjaulados, fora de seu habitat natural…

Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro - Riozoo
Parque da Quinta da Boa Vista, s/nº - São Cristóvão - RJ
Tel. (0xx21) 569-2024 ramal 219 e 220 Fax. (0xx21) 569-7547

Atualizando:

A Luma , do blog Luz de Luma, presenteou a minha linda Princesinha com este gracioso selinho: “Blogando e andando”. Muito obrigada pela homenagem e pelo carinho, querida Luma. Você também está em nosso coração, com certeza. Beijo,menina.

Technorati Tags: ,

AddThis Social Bookmark Button

Por que sou feliz?

December 26th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Mãe-órfã, Viver 11 Comments »

princesinha.jpg
A razão de eu ser feliz…

Alguns depoimentos interessantes sobre o SER AVÓ:

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer.Rachel de Queiróz

“Ser avó não é se sentir mais velha, e nem ficar atrás de um avental; é ser mãe duas vezes, é ser amor sempre.” Nancy Cobo

“é resgatar um tempo gostoso, é muitas vezes fazer o que nunca fez… É ficar babado com as gracinhas dos netos… É pintar a vida cor de rosa e azul anil só para ver o neto feliz. ” Lavínia Machado

” a presença dos netos vivifica as avós e lhes dá um novo sentido à vida… elas podem transmitir aos netos toda a bagagem rica que acumularam durante a vida: o amor ao próximo, a simplicidade de viver respeitando os outros, a modéstia no falar, no vestir e no agir, o desprendimento das coisas materiais, a valorização da vida espiritual, a pureza das intenções, a sabedoria de viver, a discrição, o domínio de si mesmo, a paciência, a calma nos momentos de dificuldade, a bondade…” Felipe Aquino

E eu, digo o quê? Tudo isso e muito mais! E, como dizem por aí que uma imagem vale mais que mil palavras, então eu coloquei duas imagens de minha Princesinha, que é pra valer por duas mil palavras, he he! Talvez assim, algumas mães que me escrevem e estão sofrendo a perda dos filhos possam compreender que não sou uma mãe-órfã desnaturada, que sorri e parece feliz. É que eu tive a graça de ser mãe de anjo, mas Deus, em sua misericórdia, me coroou com a graça de ser avó desta linda Princesinha. E eu seria muito ingrata se não cumprisse com fidelidade a missão que Ele me confiou. E ser feliz.

AddThis Social Bookmark Button

Devia ter amado mais…

December 2nd, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Mãe-órfã, Pessoal, Viver, 18 Comments »

Bem, eu sempre digo à minha filha que não gosto de fazer planos com menos de 24 horas, pois nem sempre as coisas acontecem como nós queremos. Fiz um planejamento para esta semana que foi por água abaixo. Programei ir à Primavera dos livros, mas, durante toda semana estive com a agenda cheia de trabalho e compromissos de última hora. No final da semana que já está acabando, outro imprevisto e, resultado, não fui nem vou mais ao evento. Minha amiga pretende ir, e ficou de me dar a reportagem do evento.

Esta não foi uma boa semana emocionalmente falando. Tive alguns aborrecimentos de cunho pessoal e hoje estou qual eremita, em minha concha. Mas Deus é misericordioso e me deu a alegria de dormir junto com a Princesinha! Ela está meio febril, mas não pára de espoletar, hehe! Quando penso que não tenho mais nada a fazer nesta vida, a imagem dela me vem à mente e resisto à vontade de desistir e sigo em frente.

Sempre penso, e digo também, que não entendo os desígnios de Deus: deu-me uma Princesa e em seguida um Anjo. A dor e a alegria fundem-se e confundem-me. Vontade de nada fazer e desejo de abraçar o mundo com as pernas, tudo ao mesmo tempo. Olho o mundo à minha volta, e procuro a beleza nele. Nossos olhos interiores teimam em só ver violência, desgraça, desumanidade. Mas eu procuro a beleza. E a vejo no sorriso de Clarisse. Na esperança de que um dia a felicidade virá.

É conhecida a filosofia de que para sermos completos devemos plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Analisando mais profundamente esta questão, vejo que a árvore representa o amor à natureza e o compromisso de preservá-la a fim de que se perpetue. Da mesma forma, nossas experiências vividas se perpetuarão à medida que vamos escrevendo nossa trajetória nesta vida. E um filho seria a concretização de uma vida de amor que se perpetua infinitamente.

Mas, tomando ao pé da letra esta filosofia, tive dois filhos. Um, partiu cedo e não deixou fruto. Minha filha agraciou-me com a Princesinha. Em nossa casa, tínhamos três árvores: um flamboyant belíssimo, uma mangueira deliciosa e uma goiabeira de estimação. Hoje já não mais existem. Por força de expandir a casa, foram derrubadas. Que horror! Mas meu pai plantou uma árvore na calçada em frente ao portão e ela continua lá até hoje, maravilhosa. Eu, pessoalmente, não plantei minha árvore ainda. Minha dívida com a natureza continua.

Quanto a escrever um livro, acredito que, literalmente, jamais terei coragem de fazê-lo. Desde os treze anos que escrevo impulsivamente. Lembro-me de ter queimado cerca de oito cadernos bem grossos, com páginas e mais páginas de mim. Hoje em dia, limito-me a analisar, estudar e estimular outros a amarem as obras escritas pelos verdadeiros gênios da arte de escrever. Ao conhecer Machado, Drummond, Graciliano, Rosa, Clarice e tantos outros é que tive a medida exata de minha incapacidade nesta arte.

Este post mais parece uma salada mista de idéias e sentimentos. Vejo que muitas pessoas passam por aqui e nada dizem. Talvez eu é que não tenha nada a dizer. E elas apenas passam. Por outro lado, foi escrevendo no blog que conheci amigos que estão comigo há algum tempo. Amizades fortes que ultrapassam o monitor e chegam até onde estou. Costumo dizer que meu vizinho não me conhece. Aliás este é um problema nos condomínios. As pessoas passam cabisbaixas pelos corredores. Mal se olham. E quando cumprimentadas, limitam-se a resmungar um quase inaudível “..dia.. ; …tarde… ; … noite…

Bem, sinto-me como o eu lírico da letra daquela música linda dos Titãs:

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor…

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…(2x)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…
Ouça aqui.

imagem daqui

AddThis Social Bookmark Button

Ai, minha cabeça!

November 15th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Pessoal, Trabalho, Viver, casos de escola 8 Comments »

Ontem tive uma crise de enxaqueca terrível. Foi um dia perdido, sem forças, de cama a maior parte do tempo; parecia de porre. Passei o tempo todo deitada porque a luz do dia dóia. Qualquer barulho incomodava. E o telefone que não parava de tocar. Ai, Jesus! Só chateações. A escola me cobrando as notas. Ligou três vezes. E, cadê ânimo pra sentar-me ao pc e lançar as benditas? Vão ter de esperar! Não tinha forças nem para me levantar.

Nos momentos em que a dor era mais intensa, eu ficava imaginando que teria um derrame e que minha hora chegara. Pensava nas contas a pagar que minha filha herdaria. Nos cochilos rápidos, sonhava com meu menino. E o telefone a tocar… Apenas um telefonema me alegrou: o da Marcia Clarinha. Uma voz suave e amiga, era tudo de que eu precisava.

À noite, já sem dor, mas com um desânimo e uma sonolência terríveis, tive de ir à outra escola, pois a chefia anda descontando uma nota preta de quem falta. Tsc… tsc… tsc…. Véspera de feriado. Todas as turmas faltaram. Salas vazias. Adivinhem qual foi a única turma que compareceu? Pois é. Fizemos um painel com reflexões sobre o preconceito, aproveitando o tema de um filme a que assistíramos no dia anterior. Ficou muito bonito. Dispensei a turma mais cedo. Não tinha outro jeito.

Hoje estou sentindo os efeitos da enxaqueca: cansaço fora do comum. uma moleza estranha, cabeça meio dolorida e um sono danado. Parece que estou de ressaca. E a Princesinha quer brincar: “vovó, faz uma casinha pa mim?” E sobe em meu colo, por baixo da escrivaninha, enquanto tento desesperadamente lançar as notas no sistema. Aperta uma tecla, eu grito: “meu trabalho!” Ela chora: “Vovó bigou…” Vou brincar com ela. As notas? Bem, hoje é feriado. Elas podem esperar.

imagem daqui
AddThis Social Bookmark Button

Voltando aos pouquinhos…

September 25th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Pessoal 9 Comments »

Estou há alguns dias sem postar, mas está tudo bem por aqui. Vou ficar ainda uns dias ocupada, e , na medida do possível, retornarei a blogar com mais freqüência. Estive na XVIII Bienal do Livro neste final de semana. Coloquei algumas impressões na página Anotações , aí em cima. Dá uma olhadinha lá.

Prometi falar da festa da Princesinha, mas estive muito atarefada estes dias. Mas deixo umas fotos para satisfazer a curiosidade da Alline e pra vocês babarem também, hehe.

 

niver-2-anos.JPG

Olha a carinha cansada dela, depois de muito aprontar em seu aniversário que teve a turma da Emília como tema. Ela se fantasiou de Emília, mas não tenho a foto comigo, pois meu sobrinho fez o favor de levar a câmera para casa e preparar o cd para revelar as fotos. Foi uma canseira só, e ela não parava de correr. Curtiu muito a danadinha!

AddThis Social Bookmark Button

Dois anos com Clarisse!

September 14th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Família, Pessoal 10 Comments »

Atualizando: A festa foi um sucesso! Merece um post. Aguardem…

clarisse.jpg

Hoje é o aniversário da Princesinha! Dois anos de claridade! Dois anos de felicidade!

A festinha será realizada amanhã e os preparativos estão enlouquecendo a mãe dela. Eu, como sou a favor da lei do menor esforço, prefiro comprar tudo pronto, mas ela insiste em fazer umas coisinhas, como as lembrancinhas das crianças, a decoração do salão de festas, e tudo o mais.

Então, amanhã, ou melhor, depois de amanhã, venho contar as novidades, pois fui escalada para tomar conta da Princesinha, enquanto a mãe dela se acaba de arrumar tudo. Aff!

AddThis Social Bookmark Button

Amamentação: um ato de amor

August 5th, 2007 Denise Posted in Blogagem coletiva, Clarisse, a princesinha 10 Comments »

Este post participa da blogagem coletiva sobre amamentação proposto pela Denise, do Síndrome de Estocolmo.

sindrome-de-estocolmo.gif

O dia da Blogagem coletiva é 07 de agosto, mas como estamos celebrando a Semana Mundial da Amamentação, já vou publicar sobre o assunto.

O nosso blog Faça a sua parte publicou um texto belíssimo, gentilmente cedido pela Denise, e muito esclarecedor sobre os benefícios da amamentação e o impacto ambiental provocado pelas mamadeiras e afins. Vale a pena conferir!

Em minha família vivenciamos o ato de amamentar há quase dois anos. Minha linda Princesinha, foi amamentada desde as primeiras horas de vida e até hoje, embora já esteja perfeitamente adaptada a uma dieta alimentar variada e saudável, ainda é amamentada por minha filha, do mesmo jeito que eu fazia com ela.

Outro fato interessante é que minha filha decidiu não dar chupeta para a Princesinha, e isto foi muito importante pois, está comprovado que “a amamentação é a prevenção da ‘Síndrome do Respirador Bucal’; é a prevenção das patologias do aparelho respiratório; é a prevenção da deglutição atípica; é a prevenção da mal-oclusão; é a prevenção das disfunções crâneo-mandíbulares; é a prevenção das dificuldades da fonação.”(A amamentação sob a visão funcional e clínica da Odontologia)*

clarisse6th-vi.jpgQuero deixar aqui essa imagem belíssima e que me é muito cara, pois registra um ato de amor e beleza entre minhas duas jóias preciosas: Clarisse sendo amamentada, com seis horas de vida. Ofereço este post a elas, pela perseverança de minha filha em continuar amamentando, mesmo quando havia pressões (e ainda há) para que interrompesse o aleitamento. E, se depender de mim, a Princesinha vai desmamar naturalmente.

Participe da blogagem coletiva sobre amamentação!

*informações obtidas no Síndrome de Estocolmo.

AddThis Social Bookmark Button

Capelinha de melão…

July 29th, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha 9 Comments »

Ah, ah, ah, ah! Mas eu tô rindo à toa!

caipiraprincesa.jpg

Olha a Princesinha dançando!
princesinhajul-2007.jpgCapelinha de melão
é de São João
é de cravo , é de rsa,
é de manjericão
São João está dormindo,
não acorda, não
Acordai! Acordai!
Acordai, João!

(Esse João deve ser surdo…)

Ah, ah, ah, ah! Mas eu continuo rindo à toa!

AddThis Social Bookmark Button

Acabar em pizza

July 21st, 2007 Denise Posted in Clarisse, a princesinha, Mãe-órfã 18 Comments »

 

Sem trocadilhos. Segundo um estudo realizado pelo instituto farmacológico de Milão, comer pizza pode reduzir sensivelmente o risco de alguns tipos de câncer. Então, como já cortei a carne de minha dieta, posso colocar a pizza como parte importante em meu cardápio, com azeite, muito queijo, verduras, e, é claro, doce também.

Bem, e como prometi, aí vai o desfecho do caso anterior: ontem, quando ele veio buscar minhas princesas, pedi uma pizza gigante e selamos a paz familiar. Um filmezinho básico, e um ar cerimonioso, quebrado de vez em quando pelas gracinhas da Princesinha, a verdadeira responsável por minha decisão. Era tarde quando foram embora. Não quis dormir aqui. Melhor assim.

Hoje a Princesinha dançou na festa caipira da escolinha. Cheguei atrasada e nada vi. Agora o jeito é esperar as fotos. Vocês vão ver! Mas ela fez uma apresentaçãozinha particular para a vovó dela, he he. Ah, só a pureza de uma criança para cicatrizar feridas…

Por falar em pizza, a especulação sobre as causas do acidente aéreo é visivelmente interesseira. Canais de tevê, jornais, revistas e outros meios de comunicação parecem abutres ávidos, disfarçados de pombas da paz. Daqui a pouco, estarão falando de outro assunto que lhes garanta o primeiro lugar nas pesquisas e lucro nas vendas. E toda esta solidariedade será transferida para outras vítimas de uma tragédia nova. Não respeitam a dor alheia. Só visam ao lucro e à notoriedade. Vejam a que ponto chegaram. Lástima.

imagens: pizza e jornal 

				
AddThis Social Bookmark Button